28.2.02

Links acertados!
Me voy!
Esse é o post de hoje (27/02/2002) já!


(27/02/2002 12:57)

Oh yeah!
(27/02/2002 12:58)

Eu quero bis!
Got my wish!
(27/02/2002 13:02)

Prolixo hoje hein!
(27/02/2002 13:03)

Desânimo!
Vontade de não fazer nada. Fico pensando aqui, de que adianta me esforçar aqui no estágio se não há a menor possibilidade de ser efetivado. Tô aqui pra ganhar miséria e só, nada de ser prestativo nem solícito.
(27/02/2002 14:23)

Estava eu aqui pensando com meus botões (no caso dois, um aberto e um fechado, numa camisa pólo preta bem gasta) sobre as coisas que nos fazem felizes.
Hoje em dia a felicidade é algo extremamente egoísta pq é absolutamente impossível ficar feliz com o rumo que as coisas estão tomando no mundo. O ser humano cada vez mais mostra o quanto é nefasto, o quanto é destruidor, o quanto é inconseqüente e o quanto está (pouco) se importando com o mundo onde vive. Não vejo muito onde ser esperançoso, cada foco de esperança é engolida por uma dezena de focos de problemas, destruição, etc.
Mas não era aí que eu queria chegar. O meu problema é com a felicidade. Se ser feliz implica em ser egoísta eu não deveria tanto querer ser feliz. Eu, e ninguém, de boa índole deveríamos almejar a felicidade, pois assim estaria almejando a alienação, o esquecimento das mazelas do mundo, enfim, estaria dando as costas à realidade.
Porém ninguém consegue isso. Todos almejam a felicidade, inclusive eu. Sonho com uma felicidade total, mas sei que isso é impossível, acho que somente uma lobotomia ou algo assim seriam a solução. O grande mal do ser humano é a consciência.
Muitos dos meus poucos leitores irão provavelmente discordar do que foi escrito. Eu inclusive provavelmente não terei a mesma opinião sobre o assunto, acreditarei que podemos ser felizes sendo realistas. Mas o que eu escrevi não deixa de ser algo a se pensar, apesar de ser possivelmente tendencioso.Na verdade já tem algum tempo que a minha concepção de felicidade é outra. Eu acredito em momentos felizes, não acredito mais em felicidade total. Minha visão me diz pra aproveitar cada sorriso, cada beijo, cada abraço, cada carinho, cada momento bom e guardá-lo na memória, pois a vida não passa disso: uma sucessão de bons momentos entrecortados por maus momentos.
(27/02/2002 16:05)

Esse último texto ai ficou meio pela metade, qualquer dia eu volto no assunto... Ou não!
(28/02/2002 00:25)
Ontem devido a falhas minhas, da telemar e do blogger foi impossível acessar e postar, portanto aqui vai o que era pra ter saído ontem! Desculpem a demora, sei que estavam ansiosos.

De volta ao teclado...
Já não sei mais se vou pra SP ou não.
Pra mim é um tanto quanto complicado voltar pra sampa. Foi uma cidade onde eu fui muito feliz e muito infeliz ao mesmo tempo, e vai ser difícil passar por lugares que me lembram tantas coisas num momento em que não estou numa fase boa, numa fase de bem comigo mesmo.
Lembranças são coisas difíceis de encarar. Lembranças de momentos felizes tendem a nos fazer esquecer as coisas ruins, criam um saudosismo irreal, e que na situação atual é pra mim algo a ser evitado. Já basta eu estar nessa fase de querer me apaixonar, de querer amar, e de não conseguir. Lembrar de tempos felizes devido ao amor não vai fazer nada bem.
Prefiro muito mais as conversas sobre as saudáveis lembranças, coisas como filmes clássicos da sessão da tarde, coisas da infância, saudades de um tempo que a gente sabe que não volta mais, mas que não consegue esquecer, nem deixar pra trás. Não que eu viva no passado ou que eu queira voltar a ser criança (na verdade eu quero é permanecer criança), mas que foram bons tempos, isso foram!
(26/02/2002 12:57)

Clima pesado no trabalho, todo mundo querendo saber de tudo, a central de boatos está a toda, conversinhas "tomando um cafezinho" por todos os lados, grupinhos conversando em todos os cantos. É foda isso, um filha da puta lá de cima (e não tô falando de um manda chuvas local, tô falando dos cabeças lá na matriz) resolve demitir 400 cabeças, pra ele são números, aqui são pessoas, famílias em desgraça. É o mundo louco, essa globalização só ajuda
quem já tem.
É o seguinte: nosso preço é mais barato, seria mais vantajoso manter a filial brasileira e demitir na filial que tem nos E.U.A. por exemplo, porém demitir 400 brasileiros é fichinha comparado a demitir 400 americanos... então... que globalização é essa? Não nos disseram que era sempre uma busca por preços mais baixos?
Dá uma raiva danada.
Queria que as coisas fossem mais justas! (Ó idealismo, ó utopia!)
(26/02/2002 13:34)

Mais um dia de vida, menos um dia de vida.
O tempo tá passando e não vejo mudanças, não vejo evolução, muito menos revolução...
A mesmice reina.
(26/02/2002 15:20)

Hoje eu vou sair mais cedo!
Ou não...
Depender da carona é uma merda!
(26/02/2002 15:44)

Ai caramba, que cansativo isso aqui hoje...
Estou com vontade de passar mal e criar uma desculpa pra sair, mas dá uma preguiça de inventar história. Eu fico meio receoso quando conto mentiras, fico imaginando que as pessoas percebem que eu estou mentindo. Mas a verdade é que eu acho que eu sou um bom mentiroso. Já mandei umas mentiras brabas que as pessoas acreditaram. Não gosto de apelar pra isso, mas tem horas que se faz necessário. Na hora de fugir do trabalho, de evitar conflitos, de inventar desculpas para não se fazer certas coisas. Tenho que admitir que eu
sou um cara de pau às vezes.
Sei lá, às vezes acho que daria um bom ator por causa disso, da cara de pau. Mas ela não se faz presente em vários momentos em que seria bem vinda. Por exemplo, eu não consigo conter o riso na hora de dar uma cantada, não consigo ter a cara de pau necessária pra fazer com "que a vítima" acredite nas minhas palavras. Convenhamos que cantadas são ridículas, mas o problema é que a mulherada costuma invariavelmente cair nelas. Eu não consigo manter a pose necessária para convencer.
(26/02/2002 16:06)

25.2.02

Mais um texto, e dessa vez sem reclamções... Pelo menos vou tentar não reclamar...
A bomba estourou aqui. Demorou mais finalmente os atentados de 11 de setembro repercutiram. Obs. importante: estou trabalhando numa empresa do ramo aeronáutico! Demissões em massa vão acontecer, e felizmente eu, como estagiário não vou ser demitido, pois sou mão de obra qualificada e barata... Dos males o menor!
Não vou chorar pela maioria, mas por alguns que provavelmente irão eu vou lamentar!
Como disse não vou reclamar hoje (pelo menos não neste post!), portanto chega disso. Este fim de semana tem kamichaos em sp, eu quero ir, freak show total! Eu tenho que ver isso, um amigo meu já viu e disse que é hilário na sua bizarrice... Vou colocar alguns links pra vocês conferirem por si próprios.
lost.art.br/kamichaos
kamichaos.com
Acabou o horário de almoço, vou trabalhar um pouco... Volto já!
(13:00)
.
.
.::. Algumas horas depois.::.
Voltei...
Meleca, acho que estagiário não vai poder entrar no PDV (tá eu sabia, mas 5 barão na mão não é de se jogar fora!)...
Agora sem gracinhas... Preciso de alguém pra me acolher em SP esse fim de semana, dou preferência à mulheres, bonitas, pervertidas, sem namorado, e, se bissexuais, com namorada. Sonhar não custa nada, portanto quem estiver disposto a me abrigar é só mandar um mail pra mais1blog@yahoo.com! Se eu for eu sei que vou acabar num muquifo com algum barbado... C´est la vie!
(14:45)

Novo assunto:
Não tem novo assunto, não tive tempo de escrever mais nada... Tô aqui agora de bobeira esperando a carona e pro tédio passar vou escrever inutilidades... azar o de vocês.
Continuando a egoísta série eu queria... de outro dia:
Eu queria ser amado, eu queria ser mais tatuado, eu queria fazer uma suspensão, eu quero ir ver o kamichaos, eu queria um piercing no pinto, eu queria encontrar todos os meus amigos que moram tão longe, eu queria passar 3 meses viajando sem rumo pela Europa, queria passar um ano viajando sem rumo pelo mundo, eu queria ser menos paradão, eu queria ser famoso, eu queria ser legal, eu queria ser louco, eu queria ser encantador...
Querer! É uma merda querer e não poder, querer e não ter, querer e não ser!
(17:15)

24.2.02

Eu não sou nada do que eu queria ser!
Tá, é exagero, tem coisas que eu me orgulho muito de ser, mas eu to me sentindo assim agora... E esse agora já dura um certo tempo...
Queria ser rico, queria ser talentoso, queria ser mais safo, queria ser mais atirado, queria ser mais bonito, queria ser mais magro, queria ser mais viajado, queria ser menos ansioso, queria ser menos sensível as vezes, queria ser menos reticente, queria...
Queria ser um monte de coisa que eu não sou e não consigo ser! Mesmo não conseguindo não quero me aceitar assim, não consigo!

23.2.02

Soltei essa em uma conversa que eu tive ainda a pouco:
"Quem não ama pessoas imaginárias?"
Achei bonitinha e realista.
Estes textos em dois tempos (expressão que eu criei para identificar textos, como o do post anterior, em que escrevo uma parte e termino o resto em outra hora/dia/semana...) sempre soam estranhos pra mim, eu estou sempre em um momento diferente. Não que eu renegue o que havia escrito ou que não concorde mais com aquilo, o problema é reler, é tentar mexer em algo que está no passado, que já foi feito. Eu nunca acreditei naquela frase "Retiro o que eu disse!". Pra mim "Falou, tá falado e pronto!" Portanto eu me sinto mal em cortar algo que eu já havia escrito, e assim fica complicado continuar o texto porquê quando escrevo estou sempre mudando, cortando, editando, alterando e nos textos em dois tempos não faço isso com o que havia escrito. Não sei se é doideira minha mas eu tenho a impressão de que eles não são iguais aos outros.

22.2.02


Sei que ando um tanto quanto relapso para com vocês meus queridos leitores... Os posts não andam tão frequentes e talvez nem tão interessantes (desmintam-me quanto a esse último item por favor!). Não é descaso não, muito pelo contrário, é uma conjunção de vários fatores: o fim das férias do meu supervisor que acabou me atarefando ainda mais no trabalho e aumentando a minha sensação de estar sendi vigiado, impedindo assim que pudesse escrever lá como costumava escrever, aliado à minha falta de tempo em casa. Soma-se a isso o fato de andar meio sem inspiração e sem ter o que falar. Portanto agora resolvi buscar um texto que já estava em parte escrito e terminá-lo:

Continuando o post de outro dia, sobre as minhas matutações (putz isso existe?) eu queria escever sobre minha vontade de ser reconhecido, famoso, enfim, ter uma voz mais alta. Uma característica marcante de leoninos como eu é esse desejo, mas como eu não acredito nessas coisas vou precisar de um motivo que não seja fantasioso para justificar tal ambição.
E o motivo principal é achar que tenho algo a dizer, que tenho boas coisas para falar, e um idealismo adolescente de mudar o mundo para melhor... tá isso é rídiculo, mas eu tento, ou melhor, quero tentar. Apesar de não acreditar no ser humano eu quero tentar melhorar as coisas, pra mim e pra quem me importa, e pra quem não tem nada. Difícil não? Mas eu acho que o mundo carece de celebridades que tem algo a dizer, e o Brasil ainda mais... não aguento ver esses jogadores de futebol falando asneiras e essas loiras falando que querem ter um programa infantil. Pô, o mundo precisa de mais do que isso.
Tem também uma certa dose de egocentrismo nisso é óbvio, mas eu creio que isso não seja negativo quando no sentido de achar que você tem uma boa cabeça e que tem boas idéias para o mundo. Afinal tão ruim quanto o excesso de prepotência é o excesso de humildade, que sempre me parece falso, quase hipócrita. Eu acho que uma pessoa tem que ter noção das coisas em que é boa, em que é capaz, e do que pode fazer.

Essa vontade de reconhecimento entra em enorme conflito com a minha tendência low-profile, minha relutância em me expor demais. Putz, eu odiaria ficar famoso, ter minha vida invadida, tem gente que curte, tem gente que acha legal, eu acho horrível, admiro as celebridades que sabem se esconder, que não se revelam totalmente, que conservam sua privacidade, acho que são essas as que têm realmente talento, e que não precisam criar uma vida particular fantasiosa e aparecer todo fim de semana no Gugu, ou na Caras, ou em qualquer semelhante. Queria ser uma celebridade assim, que falasse quando quisesse, e não quando solicitado! Pena que me falta talento para o mundo artístico hehehehe

Para quem estava desconfiando: é óbvio que este post é influenciado pela Casa dos Artistas e BBBs da vida (apesar de desprezar este último!).

20.2.02

Mais 1 Dia!

Ai meus sais!
Essas expressões velhas são muito fodas... Eu me amarro!
Mas não era sobre língua portuguesa que eu queria falar hoje, eu queria falar sobre alguma que eu não sei o que é. Um tema interessante pra variar, só que eu ainda não sei qual. Como diz um amigo meu nos seus cinco mandamentos para blogs, se você não tem nada interessante pra falar não fale, mas quebrando a regra, eu tô aqui enchendo lingüiça (outra expressão maneira) até algo surgir nas minhas idéias que valha a pena relatar...
Então vamos esperar...
...
...
EUREKA! (mais uma palavra foda)
Vou falar de mulheres... de safadezas... de sexo... Isso deve render algumas visitas. Sex sells!
Eu sou um cara um tanto quanto pervertido, não vou negar, sou mesmo. Meu conceito de sexo vai bem além do papai e mamãe tradicional (eu acredito que o da maioria das pessoas também, mas vamos deixar assim) e engloba voyeurismo (eu adoro ver!), sadô-masô de leve (meus piercings nos mamilos não são enfeite!), enfim, tudo que de prazer, sem constranger é óbvio. Como diria o clichê clássico: entre quatro paredes vale tudo!
Mas eu tenho um lado romântico forte. Não que eu não aprove o sexo casual, mas é que eu acho bem mais maneiro você transar com uma pessoa que você já conheça, que você tenha intimidade, e de preferência por quem você esteja apaixonado. É bem melhor, é bem mais legal, mais prazeroso, e logo em seguida não rola aquele desejo básico de voltar pra casa, afinal você está do lado de uma pessoa que acima de tudo você gosta de conviver.
Outro ponto interessante, e que nesse caso eu tenho certeza que minha opinião diverge da maioria é em relação ao conceito de "mulher pra namorar X mulher pra transar". Eu quero mais é que a pessoa com quem eu estiver seja uma tarada! Lógico! Não quero santinha, não quero uma mulher que ache que dar pro namorado é algo que tem que ser feito, eu quero uma mulher que goste de transar, goste de experimentar, não tenha vergonha de dizer que gosta muito.
Eu acho ridículo esse conceito que as pessoas têm de que uma pessoa que goste de sexo não possa ser uma namorada, não possa te amar, enfim não possa ser confiável. A maioria dos homens não querem uma mulher que admita gostar e ter prazer com sexo, que não tenha pudores, enfim, que pense em sexo tanto ou mais que os homens. Essa é a que eu quero, a que eu desejo, alguém que fale abertamente, aja naturalmente quando o assunto é sacanagem, uma mulher que tenha fantasias sexuais tanto quanto eu, e que não tenha pudores de realizá-las!

Falar disso parece óbvio, muita gente esclarecida vai achar que isso é chover no molhado (hoje eu tô exagerando nas expressões clássicas!) mas infelizmente isso é o que mais rola na nossa sociedade... Cansei de discutir esse assunto com meus amigos, a maioria continua com esse pensamento machista e retrógrado... A nossa sociedade ainda se encontra no século 19 em
muitos assuntos.
(12:40)

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Outro assunto... Hoje eu estou prolixo!
O pessoal tava aqui discutindo sobre aposentadorias, sobre marajás, sobre essas coisas... É incrível como você vê estando de fora o quanto as pessoas só olham para o próprio umbigo, sempre puxando a sardinha pro seu lado, ninguém tenta ter uma visão global do problema, ninguém vê as coisas de fora! Eu como não sei nada fiquei só ouvindo, só prestando atenção aqui na minha, e é muito engraçado perceber essas opiniões baseadas em fatos reais.
(13:07)

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Tédio Tédio Tédio
(13:24)

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Fora do ar, tá tudo aqui fora do ar...
Eu sou um dependente, eu admito, sou um dependente de comunicação, de internet, de computadores... Microsoft, Intel, mIRC, ICQ, Blogger vocês me escravizaram, vocês me têm em seu poder. Eu admito minha inferioridade frente a vocês. Sem vocês eu não sou completo. Sem vocês eu fico mudo, sozinho e sem amigos. Obrigado por existirem e por me tornarem seu devoto!

Uma pequena e patética ode nerd! Falta do que fazer é foda!
(14:05)

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Paguei pela língua!
Me arrumaram uma trabalheira pra fazer... e nem pude escrever mais...
(18:53)

18.2.02

Acho que ta na hora de fazer um post sobre a minha família, então vai lá:

Minha Mãe: A verdade é que eu nem sei muita coisa sobre a minha mãe... Acho que nunca quis saber pra não ser influenciado pelas atitudes e pensamentos dela... Ou talvez porquê eu sou egoísta demais pra me interessar por qualquer coisa que não seja meu umbigo... Nem é verdade, eu até sei bastante coisa sobre ela, afinal 25 anos de convivência servem pra alguma coisa, mas eu não sei o que falar sobre a minha mãe... Eu tenho muita coisa dela: o orgulho, a teimosia, ser 8 ou 80 , ou ser um cara que dá murro em ponta de faca. Mas a verdade é que de uns tempos pra cá eu só consigo ver defeitos nela, só consigo ver coisas ruins. Depois que ela se separou do meu padrasto por pressões externas (meu irmão, minha tia (irmã dela), e o resto da família basicamente) gostando dele ainda ela acabou se tornando uma pessoa amarga. Com a saída do meu irmão de casa e a crise financeira em que estamos, o meu relacionamento com ela virou uma sucessão de brigas e discussões e irritações e cada vez mais o convívio se tornou intolerável. Minha medíocre situação financeira, junto com a minha preguiça e necessidade de um mínimo de conforto me impedindo de procurar outro lugar pra morar, acabaram me levando a tomar a decisão de cortar relações com ela. Pelo menos assim não tem mais briga, mais stress, e cada um vive na sua! É bizarro, é uma situação extrema, duas pessoas vivendo na mesma casa sem se falar, aliás, se falando o mínimo possível, porém é o que rola, e dos males o menor.
Meu Pai: Meu pai é tipicamente a figura de um bonachão. Na verdade ele não o é, ele se enerva fácil com certas coisas, mas ele é uma pessoa que tem uma grande aversão a problemas e complicações, faz tudo pra evitá-los, e como eu ele acha que as coisas são simples, as pessoas que complicam sem necessidade. Em casa essas convicções fazem ele baixar sempre a cabeça, evitando o atrito, e acaba sendo um dominado. Essa é a minha visão sobre ele. Nós praticamente não convivemos, vivemos em casas diferentes, e depois que eu cresci e "virei gente" e a obrigação de passar um fim de semana com ele foi substituída pelas "baladas sangrentas", nós perdemos mais ainda o contato. Ele tem a convicção que eu compartilho as vezes de que se tá tudo bem, então vamos deixar como está, só que a distância quase sempre não deixou ele ver quando as coisas não iam bem com os filhos. Eu não o culpo, ele nunca me fechou as portas, mas também nunca procurou saber mais. Apesar de tudo isso eu gosto pra caramba dele, gosto de estar com ele, mesmo sabendo que quando isso acontece a conversa nunca passa de um "Como está a faculdade?" "Uma merda como sempre!", e outros temas amenos. Na verdade nós nunca tivemos uma conversa séria, daquelas de pai pra filho, nossa relação é bastante superficial eu diria.
Minha Madrasta: Eu não gosto dela! Não gosto mesmo! Porém não entro em conflito com ela, nunca entrei, porquê eu não quero por em xeque meu relacionamento com meu pai e com meu irmão (o que eu gosto, que é filho dela). Eles gostam dela, eu não vou criar conflito com ela em respeito a isso. Nossa relação é a mínima possível pois ambos sabemos que não gostamos um do outro. Na verdade eu nunca disse isso a ela, mas ela sabe, do mesmo jeito que ela nunca me disse que não gosta de mim, mas eu sei! Eu sou uma ameaça a ela por ser um filho de outro casamento, e ela é a mulher que separou meus pais e que faz tudo pra privilegiar o filho dela. Nada contra isso, de uma mãe privilegiar seu filho, mas ela o faz em detrimento dos meus interesses, portanto é uma inimiga natural!

O resto fica pra depois, esse texto já tá bem grandinho.
É povo, estou de volta...
Ontem durante a minha crise de insônia fiquei pensando no que escrever, e milhares de coisas passaram pela minha cabeça... E resolvi escrever hoje sobre dois assuntos em que eu matutei bastante (matutar é o que há!)
Primeiro queria escrever sobre minha vontade de ser artista, de trabalhar com algo que envolva criação, arte, beleza! Sei lá, é isso que eu quero, que eu preciso. O grande problema nessa vontade toda é a minha total falta de talento para essas coisas.
Acho que isso se dá por meu modo de pensar racional, eu sou racional demais, me falta aquela dose de loucura, sei lá, gostaria de não pensar tão logicamente, a verdade é que a maioria das pessoas não pensa assim, e isso complica bastante a minha vida, ser ruim no que se gosta e ser bom no que não se gosta, ó dilema! (Momento tragédia clássica)
Eu me sinto incapaz de ter uma idéia louca, não chega a ser a absoluta verdade, mas é essa a impressão que eu tenho sobre mim mesmo... E isso é ruim... É um mecanismo inconsciente de auto censura que eu desenvolvi ao longo dos anos e que agora me impede de ser ridículo, de fazer coisas que eu ache ridículas pelo simples prazer de fazê-las...
Putz, esse texto tá uma merda... Sem pé nem cabeça... Eu penso demais e na hora de escrever sai uma bagunça...
Quando eu por os pensamentos em ordem de maneira compreensível eu volto ao assunto, e também falo sobre o outro assunto, que eu fiquei devendo!

16.2.02

É, ontem eu me diverti...
Foi deveras bom!
Finalmente fui na Lapa... Aquilo tá bombando, sinistro, que lugar louco, muita gente...
Mas sei lá, é um pessoal estranho, na verdade tem de tudo lá. A maioria vai pra lá movida pela maconha, o território lá é livre, absolutamente... Livre até demais, a polícia numv ai deixar isso rolar por muito tempo... vai por mim!
Fui bem acompanhado, e isso ajudou a noite a ser interessante.
Aliás, ontem também fui ver "O fabuloso destino de Amélie Poulain". Típico filme bobinho pra te deixar feliz, e deixou mesmo, filme de bem com a vida, mamão com açucar, apesar de odiar mamão. Recomendo para aqueles dias que vc tá querendo ver beleza no mundo! E viva o anão de jardim!

15.2.02

Minhas futuras pretendentes vão ficar deveras assustadas com o comentário anterior...
Solidão, aqui vou eu!!!
Eu sou um control-freak, chega a ser absurdo.
Tem coisas que tem que ser de um certo jeito se não eu vou ficar me sentindo mal, vou estranhar, vou ficar com aquela sensação incomôda de que tem algo errado.
Um exemplo disso: Quando eu me conecto a internet.
As janelas tem que estar arrumadas de uma certa maneira: primeiro o mirc, depois o programa de e-mail, e em seguida as janelas do browser ou o winamp ou qualquer outra coisa... se não for assim não fico me sentindo confortável... é patético... Outra coisa, a maldita florzinha do icq tem que ficar antes dos computadorezinhos que piscam indicando a conexão ali do lado do relógio. Outra coisa que eu odeio é aquela cartinha indicando novas mensagens que aparece... putz, tenho que me livrar daquilo muito rápido, é questão de honra!
Caralho, eu sou um bizarro...
Pior que tem vários outros detalhes ínfimos que tem que ser de determinado jeito, principalmente no que se refere a essas coisas de computador... Bizarro Bizarro Bizarro!
Mas nas coisas do dia a dia eu até que nem tenho muitas encanações. Tenho algumas, mas nada fora da média... quer dizer, na verdade não sei, não ando por ai perguntando as manias dos outros... Quis dizer na verdade que as outras manias não são tão fortes assim.
Depois escrevo mais!
Hoje eu quero me divertir, hoje eu quero ir dormir com um sorriso no rosto, hoje eu quero ser feliz!
Tá, são poucas as coisas que me deixam feliz ultimamente, tenho andado muito ranzinza. Mas hoje é dia de festa, hoje é dia de alegria!
Como eu vou fazer pra conseguir isso são outros quinhentos (adoro essa expressão), o lance é não se stressar com o assunto. Vou ser feliz hoje e ponto!
Não precisa escrever mais né?
Ando sozinho!
Fora algumas poucas pessoas com as quais sinto que estou acompanhado (o pior é que a maioria mora tão longe) eu me sinto sozinho a maior parte do tempo.
Eu até curto ficar sozinho, é um momento pra se refletir, abstrair, interiorizar. O problema é quando se está acompanhado, porém se sentindo sozinho! É uma sensação estranha de solidão...
Isso acontece no trabalho, acontece em casa, acontece em vários lugares. Vem do meu sentimento de inadequação, de estranhamento, de não conformismo. Sei lá, eu preciso gostar da pessoa pra me sentir acompanhado, e essas companhias pra mim não passam de vozes perturbadoras, não são amigos, não me fazem sentir confortável junto a elas, resumindo, não são companhias.
Se fossem só pessoas não interessantes não seria tanto problema, porém essa solidão não me deixa tranquilo, não me relaxa como o isolamento verdadeiro, eu estou lá, sendo submetido a diversos estímulos externos mas é como se não estivesse, é como se tudo a minha volta fosse um grande nada barulhento e incomôdo. Infelizmente na maioria das vezes não dá pra fugir dessas situações, estou preso a elas e tenho que me acostumar. Eu tenho que responder, tenho que interagir, e não dá pra ligar o foda-se, mandar tudo a merda e me isolar.
Mas com o tempo eu desenvolvi táticas pra fugir disso... Uma ida ao banheiro no trabalho, pra se olhar no espelho e viajar mentalmente, nem que sejam 30 segundos, ir beber água, dar uma volta, enfim, sair do ambiente, abstrair... É coisa rápida, pouco tempo mesmo, mas mesmo assim dá aquela aliviada, proporciona um pouco daquele relaxamento que a gente tem quando para, pensa e respira...

13.2.02

12.2.02

¡Mirame a los ojos verás lo que soy!
Control Machete - Comprendes Mendes
Caramba essa febre latina vai e volta...
Cada dia eu gosto mais de escutar música em espanhol, é muito bom! Qualquer tipo de música serve, hardcore, rap, rock, ska, pop... O que vier tá bom, mas tem que ser em espanhol! Preciso aprender essa língua! Mais um ítem pra lista de coisas a fazer!
A verdade é que esses planejamentos nunca funcionam, não sei pq eu os faço... Acho que é uma vontade de controlar o futuro, uma vontade de mudar o que eu não gosto em mim. Não sei não, certas coisas acho que são imutáveis. Mesmo assim eu continuo fazendo. Muita coisa eu mudei, parei de fumar, parei com meu vício em refrigerantes... Mas tem coisas que não mudam, infelizmente!
Também se a gente conseguisse mudar tudo que está errado ia ser uma merda, um mundo de perfeitinhos. Defeitos tem seu charme (não os meus é claro!), tem seu encanto... É só não ser algo muito grave, se bem que tem cada louco que gosta de cada coisa... Eu nesse ponto nem sou tão estranho assim, só um pouco! É o que eu acho, mas com certeza o meu conceito do que é normal é bem diferente do conceito de normalidade vigente na sociedade!
Sei lá!
Tá foda escrever!
Inspiração em níveis nulos!

If I were a Tetris block, I would be a L-Shaped Tetris Block!

I am flexible, creative and innovative. I can be used in a variety of ways, for many different purposes; I'm probably bisexual, or at least I sleep around a lot.

Use me right, and I will make your world a better place.

Analyse your personality in Tetris Blocks!


Bissexual??? Putz, erraram feio, nada contra não, mas pô num rola... Detesto pêlos hehehehe
Nas outras coisas tb não convenceu... teste fajuto!
Isso aqui porém tá certo: "Use me right, and I will make your world a better place."!

11.2.02

Esse post eu tinha começado a umas duas semanas, mas por falta de tempo não havia conseguido deixar ele do jeito que eu gostaria:

Texto retirado do informativo Klatu Barada Nikto:
"Que liberdade nos resta se não temos o direito de controlar a nossa própria mente?
Nós acreditamos que as pessoas tem o direito fundamental de controlar sua própria mente dez de que não preujudiquem outras pessoas. A guerra contra as drogas viola o direito moral de cidadãos diferentemente obedientes às leis. Nós acreditamos que é hora de mudar nossa maneira de pensar sobre as drogas. É hora de abraçar o valor do respeito em preferência a intolerância. Junte-se a nós na defesa da liberdade cognitiva!"


O texto aí em cima foi encontrado neste blog.
Vou dizer que eu concordo plenamente com isso, acho que as pessoas deveriam ter o direito de fazerem o que bem quisessem com seu corpo, usar o que bem quisessem, desde é claro, não façam mal a outros. Isso é bem utópico, isso é bem fantasioso. Nesse mundo isso nunca vai acontecer, nunca vão deixar as pessoas serem o que elas querem... O papel da sociedade é padronizar,
normatizar, regular as pessoas. Liberdade nunca... Jamais...
No meu mundo utópico as drogas seriam livres, é dever de cada um saber o que se quer fazer com sua vida... Não deveríamos gastar milhões e milhões no combate as drogas, deveríamos usar estes recursos na educação das pessoas, na conscientização dos males das drogas... No meu mundo ideal seria assim... As "Souza Cruz" da vida pagariam muitos impostos pra venderem cigarrinhos de maconha, papelotes de cocaína, saquinhos de heroína. Bancariam fundos para a recuperação dos viciados, enfim as coisas seriam diferentes. A gente precisa de mais educação, não mais repressão.
Pena que isso nunca vai acontecer, a mentalidade fechada dos nossos caciques, aliadas á conivência, ao lucro, e aos votos que eles obtêm com a "Guerra" contra o tráfico (aliás, leiam essa entrevista com um ex pm daqui do Rio, que explica muito bem como funciona essa "Guerra", baseada em apreensões, em números de confrontos, não em resultados concretos). Além do que nosso querido Tio Sam nunca deixaria isso acontecer em um de seus quintais!